Witkin, Joel-Peter - Fotografia

Mexican Pin Up, 1975

Indulgences Man with no Legs, 1976

Los Angeles Death, 1976

From Anonymous Atrocities, 1977

The Emperor of Japan, 1978

Mother and Child, New Mexico, 1979

Woman Breast Feeding an Ael, 1979

Carrotcake I, 1980

Arms Broken by Windows, 1980

Cadaver with Necklace, 1980

Mandan, 1981

The Prince Imperial, 1981

Le Baisier, 1982

Woman with Severed Head, 1982

Manuel Osorio, 1982

The Bird of Quevada, 1982

The Bra of Joan Miró, New Mexico, 1982

Sanitarium, 1983

The Result of War, The Cornucopian Dog, 1984

Poet From a Collection of Relics and Ornaments, 1986

Portrait of a Dwarf, Los Angeles, 1987

Las Meniñas, New Mexico, 1987

Amour, New Mexico, 1987

The Graces, New Mexico, 1988

Apollonia and Dominetrix Creating Pain in the Art of the West, NYC, 1988

Blind Woman with Her Blind Son, Nogales, 1989

Daphne and Apollo, Los Angeles, 1990

Studio of the Painter (Courbet), Paris, 1990

Woman Once a Bird, Los Angeles, 1990

Cupid and Centaur, 1992
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Nascido em 1939 em New York, EUA, Joel-Peter Witkin ficou conhecido por seu trabalho fotográfico marcante, misturando corpos defeituosos com símbolos sado-masoquistas, pedaços de cadáveres com ícones religiosos, tudo completado por um acabamento artesanal que transforma cada foto em peça única. Witkin começou a fotografar aos dezessete anos, quando resolveu fazer o retrato de um rabino que afirmava ter visto e conversado com Deus. Com pai judeu ortodoxo e mãe católica, a temática religiosa sempre esteve presente para Witkin. Depois do rabino visionário, foi fotografar um hermafrodita num circo de horrores de Coney Island. A fascinação foi tanta que ali ocorreu também sua primeira experiência sexual, que, evidentemente, deixaria marcas na sua obra. As referências aos clássicos da pintura estão sempre presentes nas fotos de Witkin. Ele estudou a fundo a arte religiosa, com ênfase em Giotto, e também simbolistas como Gustav Klimt e Alfred Kubin. Quando chegou a época de se alistar no exército, Witkin recebeu a missão de documentar fotograficamente as mortes acidentais ocorridas em treinamentos militares. "Cheguei a endurecer-me de tal forma em relação á morte que me alistei como fotógrafo no Vietnam. Depois de receber treinamento especial, enquanto esperava ser chamado para o front, tentei suicidar-me." Afastado do exército, voltou à fotografia artística, formando-se Master of Arts pela Universidade do Novo México em 1976. Quando fez sua primeira exposição individual em 1980, em New York, transformou-se imediatamente em foco de atenção. Por um lado, recebeu elogios extremados pela profundidade temática de sua obra, calcada nos temas da dor e da morte e escorada por referências clássicas. Por outro, foi atacado como sensacionalista, despudorado, blasfemo e outros adjetivos menos respeitáveis. O trabalho de Witkin é detalhista. Cada foto começa como um esboço rabiscado no papel, passa por uma difícil etapa de produção, quando os modelos e os objetos de cena são procurados, entra por uma meticulosa sessão no estúdio, e passa muitas horas no laboratório de pós-produção, com manipulação direta sobre o negativo, propositadamente maltratado com agentes químicos e ação física.
Fonte
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Witkin, Joel Peter,(b Brooklyn, New York, 1939). American photographer. His first recorded photographs were of freaks on Coney Island made during the 1950s, giving an early indication of his ambition to challenge the boundaries of acceptable taste. His subject-matter included death, blasphemy, sado-masochism, homoeroticism and physical deformities. He presented an extreme, Gothic, nightmare world, which could be said to border on the pornographic. Balancing this taste for the grotesque was a tendency to mysticism and an aestheticism expressed in ironic reworkings of art-historical and literary themes drawn from Rembrandt, Goya, Rubens and the late 19th-century Symbolists.
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3:09 PMQue maneira triste de lidar com o femenino e o mundo. Detestei. Registro esquizofrênico, como qualquer outro, de alguém que, talvez, se considere artista. É uma pena. Se valhe, é como estudo psicossexual. Gostaria de pensar na " originalidade incosnciente" das fotos, mas seria apenas uma ilusão de arte, para agradar o gosto mórbido de alguns... Um abraço do Rio de Janeiro: Alexandre.
6:38 AM
no había escuchado hablar de él. Realmente me impresionó.
Creo qe es muy bueno. Lo que hace es totalmente arte y nada tiene que ver con un registro esquizoide ?
Creo que traspasa la realidad pero llega a un lugar que no es ajeno a nadie.
saludos.
1:36 PM
Alèn, arte para mim, não se confunde com ressentimento sexual.Wtkin vende um mundo
de afetos doentios. Estamos no campo minado das afinidades
eletivas... o vocabulário
visual de Witkin é pobre e
triste. E eu o detesto. Mas
respeito sua opinião. Um abraço:
Alexandre.
8:58 PM
Massssssssa!
Witkin tem uma maneira de tratar da realidade de forma perturbadora. Tanto que uma das obras dele está no meu blog http://felixmaranganha.blogspot.com
8:58 PM
Massssssssa!
Witkin tem uma maneira de tratar da realidade de forma perturbadora. Tanto que uma das obras dele está no meu blog http://felixmaranganha.blogspot.com
3:00 AM
Simplismente, maravilhososas fotografias de witkin.
6:34 PM
Deve ser cultural... o gosto europeu, que sempre julguei refinado, agora me surpreende.Witkin é apenas mórbido ou se preferirem, um " artista" que semeia pesadelos. Nasci numa cidade linda de mulheres lindas e, sinceramente, não consigo entender a feminilidade da maneira como Witkin a vê. que
entrechoque brutal de personalidades, Witkin e eu. Nascido no Rio de Janeiro, tenho certeza, o " artista" não seria lamentável como é.
Cordialmente:
Alexandre.
3:03 AM
Pois é... "o Rio de Janeiro continua lindo". Cumprimentos pró pessoal das favelas.
2:22 AM
Sou carioca e sou mulher. E considero o trabalho de Witkin como tendo uma preocupaão estética e semiótica de considerável relevância. Não esqueça, Alexandre, a arte não precisa ser bela, no sentido mais corriqueiro da palavra, para ter seu valor. Abraços.
6:06 AM
Maria, o horror não precisa de polêmicas para ser o que é. Witkin fotografa a polêmica para discutirmos seu inferno pessoal.
Se agrada, a explicação é simples,
o Kitsch está ligado à arte de maneira indissolúvel, da mesma forma que o inautêntico está ligado ao autêntico. Repito, se
vale para muitos, não vale para mim; Perturbar não é difícil. Bem entendido, que o diga Goya, o horror não perturba, como um aluno imaturo, por exemplo, perturba o professor. O Horror é o aluno que, com uma pistola, atira em seus colegas inocentes, mata seu professor e depois se mata; Fala sério,perto de Goya, Witkin é o que realmente é,um maluco idiota. Se os blogueiros gostam dele, tudo bem. Se o público o adora, ótimo. Sinal dos tempos.
Ps: Maria, respeito sua opinião. E adorei seu jeito de escrever.
Beijo.
Alexandre.
9:39 PM
Fiquei pensando sobre "as belas mulheres cariocas" e sobre Witkin ser um "esquizofrênico". Sua sanidade não vem ao caso, fato é que esse artista dialoga intensamente com o que nós temos por modelo de beleza, pureza etc e o faz em relação a diversas épocas e contextos. (por ex. A sua reprodução da "vênus", ou de uma foto que ele mescla "as meninas", de Renoir, com uma imagem de Guarnica de picasso, ou ainda o cristo crucificado sem braços). Muitas vezes a nossa imagem de beleza é também bem esquizofrênica; a "beleza a qualquer custo" impregnada na nossa cultura, onde cilicones, proteses,piercings etc são introduzidos ao corpo, me levam a um universo próximo ao de witkin ao tratar o corpo como objeto de exposição. Quanto distante estão as aberrações apresentadas nos friks shows, da atualíssima mulher, melância? De um lado o "feio" de outro o "belo", ambos expostos como corpos objetos. Para mim aí está a importância de witkin e de outros artistas que trabalham o feio, o perverso. O grotesco na arte questiona a nossa idéia de belo, de pudor, de correto. E, como acreditam os orientais, cabe a nós medir as coisas e buscar o caminho do meio. O feio existe, todos o vêem, mas nossa sociedade finge ter olhos somente para a garota de Ipanema.
Murilo.
5:54 AM
simplesmente BELO e HORRENDO ,é essa mistura da discordia k eu adoro no trabalho de Joel.Tive o prazer de o ter ouvido numa palestra e trabalhado numa esposiçao deste SR.e de ouvir a historia do que o levou a ser assim.!Uma cabeça Humana rebolou-lhe aos pes quando ia na rua a passear.Simplesmente comprensivel o k fez com que ele adquirice ESTA BRUTAL REALIDADE.
7:47 AM
Witkin e seu inferno pessoal... sempre aplaudido pelo mal-estar que provoca! Não gosto do seu estilo. E não entendo como alguém pode achar bonito ou genial, dois defuntos se beijando. Há gosto para tudo. E eu respeito. Mas ao contrário do que possam imaginar, não sou um defensor implacável do " correto" na arte, mesmo porque, como sabemos, o século XX pulverizou este conceito. Gosto da vida e amo profundamente as mulheres. E dou razão ao Murilo, quando diz que nossa cultura está impregnada de esquizofrenia. Só não sou esquizofrênico. E também não tenho olhos, só para garota de Ipanema. Embora ele entenda que eu pense assim. E fico me perguntando, como os valores se invertem, quando espíritos de todo opostos, dialogam sobre o que lhes parece feio ou bonito, falso ou verdadeiro. Um polemista como Witkin não me provoca horror, mas desprezo. Em Goya ou em Bacon, o horror me acrescenta uma visão. E também uma esperança. A esperança de que alguns conseguem retratar o espírito de sua época, sem apelar para o fácil, o polêmico, o previsível etc. Sou repórter policial. Vejo mortos o tempo todo. O que não é nada agradável. Witkin não me mete medo. É apenas mais uma alma torturada que encontrou na fotografia, uma saída para sua própria salvação. Piso em poças de sangue. E escrevo sobre cadáveres. É o que faço. E só menciono minha profissão, porque ( culpa minha) não consegui me fazer realmente compreendido. O mundo já está cheio de desgraças. E não preciso de um Witkin para me dizer o que elas representam.
Um abraço fraterno
Alexandre.
8:28 PM
quem respeita nao continua sistematicamente a comentar as opinioes dos outros numa tentativa de lhes incutir a sua visao.
o facto é que estas fotografias sao chocantes para o publico em geral pela ausencia de contacto com outras esteticas que nao as veiculadas pelos media.
para mim, quando vi o seu trabalho na faculdade senti um estranho preenchimento, achei-as belissimas, extremamente harmonicas, so depois constatei que eram cadaveres.
:)
e este tempo fez da arte um mundo de infinitas possibilidades. explorem-no e tirem prazer disso. :)
1:22 AM
As fotografias não são chocantes por apresentar algo que a mídia não exibe,estamos cercados de violência nos filmes,nos jogos,nos jornais principalmente.Violência vulgar e despropositada,um estupro por dia.
Também não foi intenção dele criar algo de cunho erótico popular apenas por mostrar mulheres despidas,o que fascina em sua obra é que figuras grotescas em certo ambiente e com determindaos elementos tornam-se visões sombrias idílicas de inegável encantamento,trazendo de um lado não erudito curiosidade comum a todo ser humano e do outro a contemplação de um universo que habita o subconsciente, a sombra que não vem a tona reprimida pela religião,pela moral,pela lei.
É também um murro na face da hipocrisia que ensina que deficientes são pessoas iguais as outras,quando tem tanto valor moral mas na prática nunca terão tantas possibilidades quanto alguém inteiro.Perder as pernas é ruim, e ponto final,seja em um parqe florido ou junto a um cavalo decepado.
O que irrita é o fato de alguém expor sem receio o produto de seu talento fantasiando com a morte,a doença,a dor,quem quiser ver a feminilidade da mulher carioca ou beldades afins não deveria buscar nada similar nas fotografias de Joel.Tampouco imbecis que não atentam para criatividade e simbolismo das imagens deveriam ter acesso a este tipo de arte(que fique bem claro,não é o caso de quem visita o blog ou de qualquer pessoa que tenha comentado).
É a profundidade,a densa atmosfera que acaricia nosso espírito e o pertuba que torna Joel um gênio incomum feito para agradar a pouquíssimos iniciados e familiarizados com o lado grotesco de trabalhos deste gênero.
Não é uma pretensa luta por uma estética diferente da convencional,é arte apenas, e das boas.Fico feliz em saber que quase ninguém gosta dele,do contrário não teria sentido criar algo assim.
Fiz uma conta apenas para poder comentar.Parabéns pelos blogs,visito todos com certa frequencia.
Abraços!
4:55 PM
" Witkin e seu inferno pessoal... sempre aplaudido pelo mal-estar que provoca! NÃO GOSTO DO SEU ESTILO. E não entendo como alguém pode achar bonito ou genial, dois defuntos se beijando...
O ponto é atentarmos ao fato de que nossa era democrática tem por orígem do gosto, constantes formais que -hegemonicamente - apontaram para um polo emissor do belo: o Renascimento. A presença do grotesco na arte choca por propor um contrafluxo ao que era regra. Provavelmente Goya tenha rolado a pedra. Se hoje a "transgressão do belo" segue desafiando nossos condicionamentos perceptivos,a arte contemporânea não tem necessariamente que " parecer com arte". Uma tendência que vem sendo incorporada à cultura,em detrimento à resistência que nela encontra. Com efeito,numa sociedade incapaz de superar suas contradições, o estímulo visual analgésico e refrescante de cada dia, perpetua-se à medida que fabrica nossos hábitos de consumo. Posso não gostar das inflexões de Joel Witkin, porém me incomoda mais a idéia de que um gosto particular,por mais requintado que acredite ser, venha a legitimar o instrumento crítico capaz de compreender sua arte.
4:33 AM
não conhecia o trabalho de Witkin, fiquei encantada!
7:48 PM
Algumas pessoas só vêem defuntos na obra de Witkin, como o rapaz de um comentário anterior, mas eu não vejo defuntos, vejo muitas outras coisas na obra dele.
O olhar de uma obra de arte passa pelo universo subjetivo daquele que a contempla ou repúdia.
Da mesma forma como alguém não entende como um sujeito pode gostar da obra de Witkin, eu tb não entendo porque alguém se sente tão chocado com a obra.
Não considero Witkin esquizo,e sim um provocador...
4:00 PM
"E fico me perguntando, como os valores se invertem, quando espíritos de todo opostos, dialogam sobre o que lhes parece feio ou bonito, falso ou verdadeiro."
eu, por outro lado, alexandre, questiono QUANDO FOI esta "inversão" - ao que parece: gradativa?!
quando as coisas entraram neste processo de inversão e passamos a cultuar a moral do fraco, a moral escrava, a moral dos "muitos demais"?
casualmente, ou sincronicamente, estou lendo "a alma do homem sob o socialismo", de o. wilde, o qual - neste libro - dá vazão a alguns sentimentos que igualmente tenho em relações a certos conceitos como "democracia", "gosto" & "popular"...
recomendo que todos leiam este texto!
realmente, alexandre, penso que estamos submetidos a este conceito de "gosto: cada um tem o seu!" a tal ponto, à tamanha profundidade - arreigado em nossos coraçõezinhos&mentezinhas (se é que tu me entendes, né?!!!rsrsrs), que hoje vemos os "deuses" quebrados aos nossos pés e - honestamente - não temos mais nada para substituir-lhes.
por um lado é extremamente libertador.
por outro, é apenas triste.
triste, especialmente, por que ao invés de vivenciarmos uma alteridade radical insistimos em substtuí-los... os deuses quebrados, alexandre. seja através da Artê de um joel, seja através de um entendimento particular de "arte degenerada enquanto democracia", vamos substituindo-os.
4:03 PM
sabes, alexandre, não vou dizer que não me afetei à primeira vez que vi as imagens produzidas pelo gajo!!!... casualmente, aconteceu nos breves momentos que antecederam este comentário aqui postado...rs
mas poderia, sim, viver sem elas!
quero dizer...
senão as tivesse visto, nada alteraria em meu mundo, em minhas percepções, em minhas relações íntimas e/ou interpessoais.
fantástico por fantástico, e gosto por gosto, prefiro as imagens de dave mckean - essas, sim!, ao meu ver são verdadeiras imagens capturadas nas esferas do "idílico", "sonho" e do "simbólico", de algo anterior à palavra, que já antecedeu a palavra em algum momento da história da humanidade... medos ancestrais... mitologias....
e há um plus em mckean: todas, me parece, são imagens p-o-s-i-t-i-v-a-s e não apenas a pura - e habitual - esquizofrenia (depois da actual revisão, não sei se leva acento..ahahah).
3:01 PM
sobre o joel, sobre as imagens de joel digo: são legais... é legal conhecê-las para tê-las em repertorium e tal.... acho que são mais bacanas pelas técnicas manuais que o jo-jo usa para "magoar" o suporte, para interferir (mais uma vez?!) no resultado final, do que pelo o que dizem propriamente...
sem dizer que o trabalho/processo de pré-produção e produção é de altíssimo apuro!
mas, para mim, é isso!
arrisco a dizer: SÓ isso!
na boa, pessoal, façamos um breve exercício mental:
dê uma câmera para qualquer um; submeta o cristão a um regime de álcool (é incrível a capacidade do álcool em nos deixar mórbidos!..rs); e, depois, leve o cristão (gosto de firmar esta palavra, aqui... cristão) para algum lugar agradavelmente mórbido tipo salas de necrotérios de faculdades de medicina, capelas ou igrejas, cemitérios, galpões, ou até mesmo amplos espaços vazios...
e pronto!!!
teremos alguns pares de fotos interessantes e bizarras.
o difícil é enxergar beleza na miséria (ahaha, a utilização desta sentença é propositalmente, de minha parte, ambígua).
gostaria de que algum vivente, entrasse com uma câmera nos subterrâneos de, vejamos, são paulo, ou rio de janeiro, propriamente, alexandre, e trouxesse de lá, do meio dos es-go-s-tos da cidade (um imensurável hades de merda e sujidão), uma photó - apenas uma única photó! - que nos mostrasse
vida.
que nos desse algum sentimento de esperança...
de beleza...
de belo no sentido de criação!
criação de valores.
novos e potentes valores!
... mas aí, acho que a experiência seria, sobremaneira, mais difícil... e, num sentido de zeitgeist, "sobre-humana" (me parece que hoje, por causa da inversão, a tal inversão que é tudo... o humano é mais dado a terra, ao baixo).
hoje, todos nós somos capazes de produzir pequenos pesadelos...
pequenos horrores.
alguém discorda?
3:03 PM
as imagens de joel - que foram citadas por muitos aqui como Artê! - são fechadas nelas mesmas... o significado...
claro que as imagens de joel "É" Artê: veja o trabalho que se tem ao procurar um hermafrodita, ou algum cachorro de três pernas (alguém aí lembrou de alguma capa dos "emos/esquizofrenicos" de seattle, também chamados de "grunges", ALICE IN
CHAINS???!!!rsrsrs) que sirva perfeitamente, que se encaixe dentro de uma composição previamente estudada, esquematizada...
esse preciosismo, esse "estudo", é do universo da Artê...
entretanto, tudo isso, todo esse esmero em expressar uma determinada visão só é completo/rico/grandioso quando atravessa/chega ao receptor... "o tal receptor/emissor que é tudo".
mas enfim.
acho que vocês já entenderam o meu ponto de vista.
3:04 PM
eu, por outro lado, não poderia viver sem a arte da escuridão de um caravaggio, dos silêncios e, aí sim!, pequenos terrores produzidos por um hopper...
eu não poderia viver sem fernando pessoa. ou walter firmo&chikaoka, fernandos em cores.
eu sou solar.
"dai-me o sol!"
"nuvens, sombras, chuvas... isso eu tenho em mim!", já disse o homem uma vez.
um bukowski é grandioso! forte! positivo!!! quase um novo homem individual, potente!
até um gigger, com suas instalações malucas, de sonho, e seus aliens, metade-humanos metade-minotauros em ligas metálicas estranhas...
mas eu não gosto, por exemplo, de uma diane arbus... estranheza por estranheza, gosto muito de les krims!!! nossa, e como gosto!!!
e certamente, não poderia viver sem roland barthes!
será quer falo aqui sobre as pequenas narrativas de um bresson&das naturezas-mortas do ansel adam ou não carece?!
3:05 PM
mas oquei!!!
quebremos todos os ídolos, todas as verdades...
mas que não seja este joel "taradinho" a ser eregido como.
3:18 PM
a propósito:
(1)achei este blog uma delícia!
e(2)acho, sim, PERSEFONE, que podemos, sim!, (até por um sinal de RESPEITO e interesse pelos interlocutores) questionar "sistematicamente" as opiniões dos outros!!!
e(3)achei este blog grandioso exatamente por esse detalhe: me parece que, além do texto principal postado pelo autor do blog (por sinal, um texto riquíssimo na análise da obra, no caso, de joel), todos tem algo a acrescentar... mesmo que visões divergentes, Oxalá!!!... se eu quisesse apenas "tapinhas nas costas" ou "breves comentários sobre gosto pessoal", PERSEFONE, eu teria continuado no orkut...
6:20 AM
ah!!!
eu não poderia viver sem, também, roy stuart...
sua fotografia é, sem dúvida, posictiva!!!
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