O SÉCULO PRODIGIOSO

A arte no século XX

Yerka, Jacek - Ilustração Surrealista

Domingo, Janeiro 29, 2006


nauka chodzenia



sonet II



epitafium



drugi dzien stworzenia



pomiedzy niebem a pieklem



zmierzch w kredensie



erozja



ekspresowa przesylka



country&eastern



podwojne zycie II



zeppelin



prosze nie trzaskac drzwiam


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Concordando ou não o autor com essa classificação, se tivéssemos de optar por uma das etiquetas disponíveis na Arte, a Jacek Yerka colaríamos a de «surrealista». Mas não o surrealismo inspirado em Salvador Dalí, bastardia de que sofreram (e sofrem) muitos autores que se seguiram ao "mestre" catalão. As fontes onde Yerka foi beber são mais remotas, notando-se no grosso da sua obra um maior contributo pessoal na reinterpretação dessas influências do que se se tivesse limitado a dar uma mexidela num surrealismo requentado, qual roupa-velha confeccionada à base de restos de Dalí e Marx Ernst do jantar da véspera.

Concedido: nas pinturas deste artista polaco reconhece-se por vezes uma certa intertextualidade com renomados autores do século XX, particularmente com René Magritte (em algumas construções improváveis) e M. C. Escher (nas perspectivas autocontraditórias). Mas o contributos destes é pouco relevante quando comparado com o dos mestres flamengos dos séculos XIV-XVI, como Jan van Eyck, Hugo ver der Goes ou Peter Brueghel, o Velho. A arquitectura, as paisagens, a luz que Yerka passa para a tela poderiam evocar uma Flandres de antanho, mas não fossilizada, antes reinterpretada.

Era isto que tínhamos preparado para dizer sobre Yerka. Mas as imagens que ele nos enviou para este portefólio não são particularmente ilustrativas desse aspecto — não foi, claramente, o desejo de se enquadrar nos nossos pré-conceitos que ditou a selecção do autor. Não havendo tempo para reformular a tese, feche-se a edição. Por nós, vamos descobrir este Yerka que, em grande parte, desconhecíamos. FG

É autor de dois dos mais populares livros de arte da actualidade: Mind Fields (onde as suas pinturas são acompanhadas por contos breves de Harlan Ellison, renomado autor americano de literatura fantástica) e The Fantastic Art of Jacek Yerka. Em 1995 foi agraciado com o World Fantasy Award de melhor artista. Nasceu em 1952 no Norte da Polónia.
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in Periférica
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Bonnard, Pierre - Post-Impressionismo (Les Nabis)

Segunda-feira, Janeiro 23, 2006


Woman with Dog - 1891
Oil on canvas.
40 x 32 cm
Sterling and Francine Clark Art Institute at Williamstown, MA, USA.



Ice Palace - c. 1896-1898
Oil on carton parquete
Private collection



Woman in Black Stockings - c. 1900
Oil on carboard
Private collection.



The Terrasse Children with Black Dog - 1902
Oil on canvas
Private collection.



Ambroise Vollard - c. 1904-5
Oil on canvas
74 x 92.5 cm
Kunsthaus, Zurich, Switzerland.



Cherry Pie - 1908
Oil on canvas
Private collection.



Misia - 1908
Oil on canvas
145 x 114 cm
Thyssen-Bornemisza Collection, Madrid, Spain



The Bathroom - 1908
Oil on Canvas
124,5x108 cm
Musées Royaux des Beaux Arts de Belgique. Brussels



The Red-Checkered Tablecloth - 1910
Oil on canvas
83 x 85 cm
Private collection



Girl with Parrot - 1910
Oil on canvas
104 x 122 cm
Private collection.



Carafe, Marthe Bonnard with Her Dog - 1912-15
Oil on canvas
Private collection.



Nude Washing Feet in a Bathtub - 1920-22
Oil on canvas
Private collection.



A Woman in a Room - 1925
Oil on canvas
Private collection.



Flowers on a Red Carpet. 1928
Oil on canvas
57 x 61 cm
Private collection.



Vase with Anemonies and Empty Vase - c. 1933
Oil on canvas
Private collection.



Bather - 1935
Oil on canvas
Private collection.



The Terraces - 1941
Oil on canvas
Private collection.



View of Le Cannet, Roofs - 1941-1942
Oil on canvas
Private collection.



Peaches and Grapes - 1943
Oil on canvas
Private collection.



The Last Self-Portrait - 1944-45
Oil on canvas
Private collection.

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Na tela "The Bathroom" (Nu contra a Luz do Sol), a mulher do artista, Marthe, põe perfume depois do banho. A luz que entra através da janela realça o padrão do sofá e do tapete, bem como as formas do seu corpo. Levemente neurótica, Marthe tinha a obsessão da limpeza e Bonnard pintou-a muitas vezes no banho. O observador torna-se um voyeur, observando esta cena íntima e doméstica. Amiscelânea de cor, semelhante a um mosaico e a aplicação expressiva da tinta são típicas de Bonnard, ao passo que o interesse em captar o efeito da luzo associa aos impressionistas. É também o interesse de Bonnard pelos ângulos inesperados e pela perspectiva aérea, influenciado pelas gravuras japonesas. A ênfase dada aos tecidos e mobiliário associa Bonnard a Vuillard e aos Nabis, um grupo de artistas que distorciam deliberadamente a cor e a composição para efeitos decorativos. Nas últimas décadas da sua vida, Bonnardretirou-se para Le Bosquet, no Sul de França, onde desenvolveu as suas visões radiantes daquela região. Pierre Bonnard nasceu em Fontenay-aux-Roses, na França, em 1867 e morreu em Le Cannet, no Sul daquele país, no dia 23 de Janeiro de 1947.
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Os Nabis foram um grupo de artistas Post-Impressionistas e ilustradores de Paris que tiveram uma influência decisiva nas artes gráficas.

Graça Morais - Arte Portuguesa Contemporânea

Sexta-feira, Janeiro 20, 2006


Alda, espelho do Mundo, 1987
Acrílico sobre tela
207 x 237 cm



O Sagrado e o Profano - O Interdito Transformado, 1987
Acrílico sobre tela
146 x 114 cm



Cabo Verde, 1988
Acrílico e carvão sobre tela
140 x 100 cm



Sem título, 1990
Acrílico, carvão e pastel sobre tela
97 x 130 cm



Delmina, 1994
Pintura a sépia sobre papel
21 x 15 cm



As Escolhidas I, 1995
acrílico e carvão sobre tela, 145 x 200 cm



Sem título, 1996
Carvão e tinta água sobre tela
150 x 124 cm



Sem título, 1996
Carvão, acrílico sobre lona
205 x 280 cm



Sem título, 1998
Carvão e pastel sobre tela
89 x 116 cm



Terra Quente - O Fim do Milénio, 2000
Carvão e pastel sobre tela
205 x 150 cm



Sem título, 2000
Acrílico sobre tela
205 x 150 cm


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Graça Morais nasceu em Vieiro, Trás-os-Montes, em1948. Reside e trabalha em Lisboa. Concluiu o Curso de Pintura na Escola Superior de Belas-Artes no Porto em 1971. Em 1995 criou figurinos e cenários para a peça Ricardo II de Shakespeare no Teatro D.Maria II. Em 1997 executou painéis de azulejos para a estação Bielorussia do Metropolitano de Moscovo. Está representada nas colecções do CAM-Fundação Gulbenkian, do MAM de São Paulo, do MC-Casa de Serralves e do Ministério das Finanças, entre outras.
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Tanguy, Ives - Surrealismo

Sexta-feira, Janeiro 13, 2006


Untitled.Sans titre - 1926.
Dessin aquarellé
31.5x24.3 cm
Galerie Cazeau-Beraudiere, Paris, France



Storm (Black Landscape). L'Orage (Paysage noir) - 1926
Oil on canvas
80.3 x 65.4 cm
Museum of Art, Philadelphia, PA, USA.



The Hand in the Clouds. La Main dans les nuages - 1927
Oil on canvas
65 x 54 cm
Staatsgalerie, Stuttgart, Germany.



Mama, Papa Is Wounded! - 1927
Oil on canvas
92.1 x 73 cm
The Museum of Modern Arts, New York



Extinction of Useless Lights. Extinction des lumières inutiles - 1927
Oil on canvas
92.1 x 65.4 cm
The Museum of Modern Arts, New York



Untitled (Wind). Sans titre (Il vent)- 1928
Oil on canvas
92 x 73 cm
Private collection.



Outside - 1929
Oil on canvas
118 x 91 cm
Private collection.



Yves Tanguy. Blue Bed. Lit Bleu - 1929
Oil on canvas
60 x 49 cm
Private collection.



The Ribbon of Extremes - 1932
Oil on canvas
35 x 45 cm
Private collection.



The Sun in Its Jewel Case (Le Soleil dans son écrin) - 1937
Oil on canvas
115.4 x 88.1 cm
Peggy Guggenheim Collection.



Tomorrow. Demain - 1938
Oil on canvas
54.5 x 46 cm
Kunsthaus, Zurich, Switzerland.



Through Birds, Through Fire and Not Through Glass - 1943
Oil on canvas
40 x 35 in
Minneapolis Institute of Arts, Minnesota



Le Temps Egaux - 1951
Oil on canvas
The University Arizona Museum



The Invisibles, Les Transparents - 1951
Oil on canvas
987 x 810 mm
Tate Gallery


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No quadro de Ives Tanguy "The Ribbon of Extremes", de 1932, um misterioso deserto noturno, ou paisagem lunar, estranhas formas semelhantes a orgãos formam uma fila. Embora sugiram animais ou plantas, não se podem associar a algo real. O esuqema de cor é particularmente belo, com uma subtil gradação de tons de azul. O poeta e crítico André Breton escreveu sobre a obra de Tanguy: «Os fluxos da maré, revelando uma costa infinita onde até agora formas compostas desconhecidas se arrastam... não têm um equivalente imediato na natureza e tem que dizer-se que estas não suscitaram por enquanto qualquer interpretação válida». O ambiente irreal deste quadro associa-o ao Surrealismo e, tal como os outros surrealistas, Tanguy interessava-se muito pelas ideias do psicanalista Sigmund Freud. Acreditava que um quadro podia projectar a actividade mental subconsciente. Tanguy passou dois anos na marinha mercante antes de começar a pintar em 1923, após de sofrer a influência da obra de De Chirico. Yves Tanguy nasceu em Paris em 1900 e morreu nos Estados Unidos em 1955.
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