Charters d'Azevedo - Arte Portuguesa Contemporânea

Eguada
Acrílico sobre tela
24 x 30 cm

Dançarina agradecendo os aplausos
Técnica mista sobre tela
70 x 60 cm

Mulher dançando a sua alegria
Acrílico sobre tela
70 x 60 cm

A abordagem na rua de uma prostituta
Acrílico sobre tela
81 x 60 cm

A exuberância e o glamour de uma ave
Acrílico sobre tela
70 x 60 cm

Perspectivas diferentes de cabeças de cavalos
Acrílico sobre tela
70 x 60 cm

Aldeia do interior de Portugal
Acrílico sobre tela
70 x 60 cm

Emoções
Acrílico sobre tela
60 x 70 cm

Cão deitado mas ao mesmo tempo atento
Mista sobre tela
60 x 90 cm
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Pedro Charters d’AzevedoAutodidacta, natural de Lisboa e nascido em 1946. Apresenta nesta mostra trabalhos recentes, que prosseguem a linguagem expressiva das anteriores, mantendo a linha de referência e introduzindo textura. A sua “maior juventude” deixa-se transparecer num maior requinte técnico, resultado de uma constante pesquisa.
•Frequência do Curso de Pintura, da SNBA,
•Membro da Academia Europeia das Artes (Paris)
•Membro do Art Portugal (artistas plásticos portugueses)
•Membro da S.N.B.A.
•Membro da Associação “Artista de Gaia” (Vila N.de Gaia)
Revela muito cedo tendência para as Artes. Desenvolve, como autodidacta, a prática de Desenho e Pintura.Hoje, tendo já executado centenas de esboços, desenhos e mais de quinhentas obras a carvão e a acrílico, conta com mais de 100 Exposições Colectivas e Individuais realizadas em Lisboa, Setúbal, Paris, Madrid, Barreiro, Áustria, Azeitão, Sesimbra, Leiria, Porto, Algarve, Alcochete, Cascais e Nimes entre outras.
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:: pensamentos do autor ::
Para mim na feitura de uma pintura o que domina é, sobretudo, o processo de escrita a escolha da forma que evite não só a banalidade como erros de estilo.
A dor e o júbilo na criação da obra existem mas em tempos diferentes, a dor no momento da criação e o júbilo no fim da obra completa quando me apercebo que o quadro resultou, e funciona.
O que determina o que vai ser o objecto de arte a que me dedico é aquele momento em que ponho na tela os primeiros traços de tinta, a imagem, o ambiente ou o motivo que determina o seu desenvolvimento. Klee dizia que a pintura não restitui o visível, torna-o visível, Matisse nunca pintava as coisas mas as relações entre elas, dizia ele. Um e outro, tudo somado, definem, quanto a mim, aquilo a que posso chamar o limite sublime da arte.
O que interessa na pintura não é só criar um objecto por si mesmo desligado do autor, é ao contrário, o Eu está sempre presente na imagem produzida, há sempre um pouco de mim, mesmo quando o quadro nasce, como não pode deixar de ser, de circunstâncias de uma memória pessoal. É em certa medida um filho meu.
As tintas a colocar numa tela tem, sempre, o lugar concreto que é o seu, nos tubos e frascos. Mas numa tela os tons, as cores, a sua frequência, a sua cadência o seu lugar no espaço da tela, a orientação o estilo e a forma que elas proporcionam integra-se no resultado de um efeito de memória, cadência e ritmo que toda a obra transporta: por instantes para quem observa parece que se perde o sentido próprio, e está “livre” para receber qualquer outro sentido. A obra de arte transporta esse efeito: é o apreciador ou comprador de arte, que nas sucessivas “leituras” do mesmo quadro, pode fazer isso. Por isso um quadro nunca se esgota num sentido, ou numa interpretação.
Num quadro nunca é a redução do Eu mas um alargamento para os outros do que, a princípio pode nascer apenas de um. Assim uma obra deve integrar a expressão afectiva num enquadramento reflexivo, ou num espaço de meditação que anule a simples efusão sentimental.
(2002)
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Para mim na feitura de uma pintura o que domina é, sobretudo, o processo de escrita a escolha da forma que evite não só a banalidade como erros de estilo.
A dor e o júbilo na criação da obra existem mas em tempos diferentes, a dor no momento da criação e o júbilo no fim da obra completa quando me apercebo que o quadro resultou, e funciona.
O que determina o que vai ser o objecto de arte a que me dedico é aquele momento em que ponho na tela os primeiros traços de tinta, a imagem, o ambiente ou o motivo que determina o seu desenvolvimento. Klee dizia que a pintura não restitui o visível, torna-o visível, Matisse nunca pintava as coisas mas as relações entre elas, dizia ele. Um e outro, tudo somado, definem, quanto a mim, aquilo a que posso chamar o limite sublime da arte.
O que interessa na pintura não é só criar um objecto por si mesmo desligado do autor, é ao contrário, o Eu está sempre presente na imagem produzida, há sempre um pouco de mim, mesmo quando o quadro nasce, como não pode deixar de ser, de circunstâncias de uma memória pessoal. É em certa medida um filho meu.
As tintas a colocar numa tela tem, sempre, o lugar concreto que é o seu, nos tubos e frascos. Mas numa tela os tons, as cores, a sua frequência, a sua cadência o seu lugar no espaço da tela, a orientação o estilo e a forma que elas proporcionam integra-se no resultado de um efeito de memória, cadência e ritmo que toda a obra transporta: por instantes para quem observa parece que se perde o sentido próprio, e está “livre” para receber qualquer outro sentido. A obra de arte transporta esse efeito: é o apreciador ou comprador de arte, que nas sucessivas “leituras” do mesmo quadro, pode fazer isso. Por isso um quadro nunca se esgota num sentido, ou numa interpretação.
Num quadro nunca é a redução do Eu mas um alargamento para os outros do que, a princípio pode nascer apenas de um. Assim uma obra deve integrar a expressão afectiva num enquadramento reflexivo, ou num espaço de meditação que anule a simples efusão sentimental.
(2002)
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3:58 PMAgradável surpresa, descobrir um artista português com traços e cores tão fortes.
4:05 PM
"Mulher dançando a sua alegria" vale pela temática, pelo traço, pela cor.
"Eguada" vale pela estética, globalmente.
A visita a este blogue vale pelo prazer e pela aprendizagem.
6:43 PM
apaixonei-me pela "Mulher dançando a sua alegria"!
11:35 PM
Forte e excepcional.
7:57 PM
Adorei o "Mulher dançando a sua alegria" é fenomenal
12:19 AM
pelo traço e pelo o que transmitem,..os quadros também são o "espelho" da alma dos seus mestres..
Foi mais essa alma que aumentou o meu desassossego...
Obrigado
Paulo
7:06 PM
É com prazer verificar a arte de um amigo desconhecido que encontro não só na genealogia mas na Arte Contemporânia. Uma agradavel surpresa e a ter em conta. Parabens.
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