O SÉCULO PRODIGIOSO

A arte no século XX

Penn, Irving - Fotografia



Ballet Theater
New York, 1947



After-dinner Games
New York, 1947



Salad Ingredients
New York, 1947



Still Life with Watermelon
New York, c. 1947



Ballet Society
New York, 1948



Cuzco Children
Peru, 1948



Gilbert Adrian
1948



Georgia O'Keeffe
New York
1948



Nude No. 1
1949–50



Nude 119
New York, 1949-50



Nude no 58
1949-50



Bouchers
Paris, 1950



Woman with Roses (Lisa Fonssagrives-Penn)
Paris, 1950



Vogue Cover
New York
1950



Jean Cocteau
1950



Alberto Giocometti
Paris
1950



Blaise Cendrars and His Wife
Paris
1950



Woman in Palace (Lisa Fonssagrives-Penn)
Marrakech, Morocco 1951



Tennessee Williams
New York, 1951



Colette
Paris
1951



Pablo Picasso at La Californie
date Cannes 1957



Jonh Osborne
London
1958



S. J. Perelman
New York
1962



Two Cretan Women
1964



David Smith
Bolton Landing, Lake George, New York
1964



Truman Capote
1965



Banett Newman
New York
1966



Hell's Angel (Dough)
San Francisco
1967



Tulip
New York
1967



Dahomey
1967



Newguinea
1970



Claude Levi-Strauss
Burgund
1970



Three Rissani Women
1971



Morocco
1971



Morocco
1971



Morocco
1971



Cigarette 17
New York, 1972



New York
1974



Camel Pack
1975



James Van Der Zee
New York
1983



Lion Skull
Prague
1986



Creation by Issey Miyake
New York
1987



Street Findings
New York, 1999



Kate Moss
2000


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Irving Penn revolucionou um sem-número de gêneros fotográficos; no entanto, o campo da fotografia de moda é um daqueles em que sua marca foi impressa de forma mais profunda. De fato, é difícil imaginar o que seria da foto de moda contemporânea sem a seminal influência da estética de Penn - criador de uma beleza elegante e simples, mas construída com um rígido formalismo e uma sensibilidade incomum.Quando Penn chegou à Vogue, ainda na década de 1940, estranhou o sofisticado ambiente que ali havia encontrado. Não conhecia os cânones e normas com as quais tão subitamente havia se deparado; pra completar, havia sido contratado por Alexander Liberman para dar idéias para capas da revista, mas os fotógrafos simplesmente ignoravam suas recomendações. Não havia outra escolha, a não ser fazer as coisas ele mesmo: Penn pegou a câmera e realizou, por conta própria, suas idéias. Uma feliz decisão: a imagem que levou para Liberman foi a primeira das mais de cem capas da Vogue criadas a partir de suas fotografias.Esta atitude "do it yourself", mescla de inconformismo e uma criatividade sem barreiras, guiou Irving Penn pelos mais distintos caminhos, dos quais jamais escapou devido a seus incontáveis questionamentos. Seu equipamento mudou inúmeras vezes; tecnicamente, tornou-se um virtuoso, utilizando diferentes câmeras para diferentes trabalhos conforme suas necessidades estéticas. Realizou, em 1949, uma notável série de nus com grandes mulheres - à la Rubens ou Renoir - que, se na época causou estranhamento até em Edward Steichen, outro dos grandes mestres da fotografia do século XX, foi aos poucos sendo reconhecida como uma obra de valor artístico indiscutível.É esta versatilidade - ou genialidade - o que coloca em maus lençóis tantos críticos que escrevem sobre Penn. Embora suas fotos de moda assemelhem-se àquelas criadas pelos olhares aristocráticos de pioneiros como De Meyer ou Huene, dificilmente seria possível encerrá-lo sob a máscara da sofisticação quando o próprio Penn reconhece que chegou à Vogue como uma espécie de selvagem entre uma refinada elite; embora seu formalismo vá contra muitos dos experimentalismos de vanguarda, seus stills com referências ao memento mori - a arte que, lidando com objetos podres ou putrefatos, relembra ao homem sua finitude - colocam em questão a própria idéia de vanguarda; embora seu cultivo da pose remeta à foto de moda das décadas de 20 e 30, seu minimalismo e despojamento inserem-no claramente na contemporaneidade que ele mesmo ajudou a criar.As imagens de Penn tipicamente abandonam fundos e efeitos elaborados em nome de uma imagem simples e expressiva, de notável concentração nos modelos ou acessórios fotografados. Penn optou, desde o princípio, por suprimir os elaborados cenários, usando fundos simples e explorando diferentes poses - ou seja: conscientemente optando pelo essencial, o que foi suficiente para um percurso no qual desenvolveu verdadeiras obras-primas. Eis, mais uma vez, a reafirmação de que, na fotografia, o fator determinante é o próprio olhar do fotógrafo - que, no caso de Penn, está na gênese de uma estética inovadora por seu rigor e por sua sensibilidade rara.O lugar de Irving Penn é, afinal, singular. Idealmente atemporal, já por seu propósito de atravessar os séculos de história da pintura e da moda em uma trajetória essencial; inclassificável, por sua própria relutância em seguir qualquer trilha sem submetê-la aos mais radicais questionamentos, a obra de Penn representa um lugar único em meio aos mundos da fotografia.
:
Por HENRIQUE MARQUES-SAMŸN
(hmsfoto@yahoo.com.br)
colunista do site Moda Almanaque

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Born in New Jersey,Irving Penn studied design at the Philadelphia Museum School, where he became a student of Alexey Brodovitch. In 1937, the year before he graduated, several of his drawings were published by Harper's Bazaar. From 1940 to 1941, he worked for the art and advertising director of Saks Fifth Avenue, and the following year he spent in Mexico painting, a medium he subsequently abandoned. Returning to New York, Penn was hired by Vogue magazine, first to create ideas for cover illustrations, then to photograph covers as well as editorial illustrations for the interior of the magazine. Working closely with Alexander Liberman, Penn developed a highly stylized, graphically compelling form of fashion photography which did much to define post-war notions of feminine chic and glamour. In his fashion and portrait photography, Penn favored the use of a neutral backdrop of gray or white seamless paper, or alternatively, the use of constructed architectural sets which created striking effects with oblique, diving diagonals and upward tipped perspectives. Penn also created numerous still life compositions for the magazine: carefully orchestrated assemblages of food or objects characterized by a play of three-dimensional and two-dimensional forms. In 1953 Penn opened his own commercial studio and almost immediately became one of the most influential and successful advertising photographers in the world. Eschewing any notions of naturalism, spontaneity, or chance, Penn has always favored the rigidly controlled, formal conditions of the studio. Thus, even when photographing North African nomads, New Guinea tribesman, Peruvian Indians, or Hell's Angels, Penn contrived portable studios that permitted much the same degree of elegant and structured lighting and composition that he used to photograph fashion models and socialites. in addition to his fashion and commercial work, Penn has produced a body of art photography. Using platinum and other precious metal processes, Penn has photographed urban detritus (cigarette butts, crumpled wrappers, etc.), the torsos of plump artists' models, and most recently, still lifes of skulls, bones, and construction materials. While the subject matter represents the antithesis of his fashion and commercial work, as does the use of artisanal printing processes produced in numbered editions, both bodies of work reveal the same preoccupation: balance of form and carefully calibrated composition, with nuances of light and tone, presenting a subject that is emotionally neutral or kept always at emotional and psychological arm's length.
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1:04 AM

¡Fantástico!    



4:17 PM

El mundo de la fotografía es otra de mis negadas profesiones, auqnue màs por carecer de talento para ello. Excelente muestra.
Nos vemos.    



9:59 PM

Cheguei através do blog da Santa, que peloi bom gosto e competência nos traz a um blog português de tanta qualidade!!!Parabéns.    



10:30 PM

Deslumbrante! Somos gratos por encontrar seu blog.Recentemente estivemos em terras de Portugal.    



3:47 AM

Obrigado, amigos. Fico feliz com os vossos comentários.    



10:11 AM

tens fotos lindissimas, demostrativas de cada época de cada cultura.    



1:20 PM

Cheguei aqui pelo Blog da Santa. Lindas fotos, de muita sensibilidade.
Parabéns pelo post.    



12:53 PM

este é absolutamente deslumbrante.Aquele corpo nú deitado..., os cigarros, ... gosto mesmo muito de todas!!    



2:10 PM

São realmente deslumbrantes, Lady. Você é uma apaixonada pela arte da fotografia. E isso tansparece nas suas.Obrigado e até amanhã    



8:07 PM

É realmente incrivel a quantidade de fotógrafos que são apresentados no blog. Parabéns pelo trabalho! Uma sugestão: Mario Cravo Neto.    



9:26 PM

Amei as fotografias.
era uma vez
o quarto do filho..
quer ler?
Beijo    



1:17 PM

Irving Penn,um grande mestre que fotografa coisas banais como ponta de cigarros transformando-os em arte.    



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