O SÉCULO PRODIGIOSO

A arte no século XX

Tamara de Lempicka - Art Deco



Nu assis, 1922-1923
Oil on canvas
94 x 56 cm



Les deux amies, 1923
Oil on canvas
130 x 160 cm
Musée du Petit Palais, Genève



Nu couché, 1923
Oil on canvas
89 x 144,8 cm
Allan Store Gallery. New York



Auto-Portrait (Tamara in the Green Bugatti), 1925



Femme au col de fourrure, 1925
Oil on canvas
100 x 70 cm



Portrait de deux fillettes aux rubans bleus, 1925
OIl on canvas
100 x 73 cm



Groupe de quatre nus, 1925-1930
Oil on canvas
130 x 81 cm



Portrait of Marjorie Ferry, 1927
Oil on canvas



The Girls, 1927
Oil on canvas



Tunique rose, 1927
Oil on canvas
40,5 x 33 cm



La belle Rafaëla, 1927
Oil on canvas
64 x 91 cm



Printemps, 1928
Colecção privada



Les Deux Amies, 1928
Colecção privada



En plein été, 1928
Oil on canvas
35 x 27 cm



Kizette communiante, 1928
Oil on canvas
101 x 64,8 cm
Musée national d'Art Moderne, Paris, France



Young Girl With Gloves, 1929



Andromède, 1929
Oil on canvas
99 x 65 cm
Private collection



Femmes au bain, 1929
Oil on canvas
89 x 99 cm.



Portrait of Doctor Boucard, 1929



Femme à la colombe, 1929-1930
Oil on canvas
37 x 28 cm



Dormeuse, 1930
Oil on canvas
35 x 27 cm



Le turban vert, 1930
Oil on canvas
40 x 32 cm



Calla Lilies, 1931
Oil on canvas
54,6 x 33 cm



Idylle, 1931
Oil on canvas
40,5 x 32,5 cm



Portrait de Madame Boucard, 1931
Oil on canvas
135 x 75 cm



Adam and Eve, ca. 1932
Petit Palais, Geneva



Dormeuse, 1934
Oil on canvas
30,8 x 40,6 cm



Le Bretonne, 1934
Oil on canvas
31 x 29 cm

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Bela, emancipada, moderna e escandalosa, personagem das noitadas nova-iorquinas e dos salões parisienses de Arte, Tamara de Lempicka encarnou a 'folia' dos 'anos loucos' – as décadas de 20 e 30 do século passado. Sua vida e sua obra trafegaram entre os hotéis de luxo, os automóveis conversíveis, os amores bissexuais, os lazeres chic, e as amizades graúdas – D'Annunzio, Greta Garbo, Picasso, Jean Cocteau e André Gide, entre outras celebridades da época. Eram esplendores que camuflavam o abuso de cocaína, a depressão, as dificuldades nas relações familiares e, por fim, a solidão.Maria Gurwik-Górska, ou 'Tamara de Lempicka', nasceu em Varsóvia, na Polônia, em 1898. Sua mãe, Malvina Decler, era uma socialite de origem polaca; seu pai, um advogado judeu nascido na Rússia. Mas logo se divorciariam. Maria estudou em Lausanne, na Suíça, e cresceu paparicada pela avó Clementine, uma senhora rica que elevava sua auto-estima incentivando-a a se tornar uma menina 'extraordinária'. Em 1911, é Clementine quem a acompanha em sua primeira viagem à Itália. Visitam Florença, Roma, Veneza e desembarcam em Montecarlo onde, todas as noites, a avó se diverte no Cassino. Após a morte de Clementine, Maria se muda para a casa de uma tia em São Petersburgo onde, num baile de máscaras, conhece o nobre advogado polonês Tadeusz Lempicki. Em 1916, numa cerimônia à qual se refere como 'fábula' – mas que provavelmente não passou de um simples matrimônio civil –, Maria conquista o solteiro mais cobiçado da cidade e, 4 anos após, dá à luz sua filha Kizette. É em Paris, no entanto – para onde foge após a Revolução bolchevique –, que Maria encontraria seu verdadeiro destino. Adota um novo nome – 'Tamara de Lempicka' – e, em 1918, vai estudar Pintura na Académie de la Grand Chaumière, tornando-se discípula do pós-impressionista Maurice Denis e do neocubista André Lhote. Do primeiro, herdará o colorido brilhante e sólido; do segundo, o desenho geométrico e a maneira de decompor os volumes. Em 1922, expõe no Salão de Outono – sua primeira coletiva –, mas seu estilo já é inconfundível. Os volumes agigantados, a atenção aos detalhes, o delineamento simples, e a materialidade quase explosiva de seus temas já consubstanciavam um estilo pessoal. São retratos que, freqüentemente, utilizam a técnica do trompe-l’oeil¹, alternando efeitos que vão de um gélido glamour à palpitante sensualidade. Amigos, amantes e sua adorável filha Kizette – com quem nunca conseguiria manter uma relação equilibrada –, animam suas telas. Em 1925, realiza sua primeira exposição individual, em Milão, e exibe seus trabalhos na primeira mostra art déco de Paris. De 1926 à metade dos anos 30, se transforma numa verdadeira diva. Já divorciada do primeiro marido, vive uma vida de sonhos. Seus retratos se valorizam e os jornais lhe dedicam extensas matérias. Sua casa-estúdio parisiense, decorada pela irmã arquiteta, torna-se um exemplo de modernidade e elegância. Pegando carona em seu sucesso, a empresa Revlon – fabricante de cosméticos –, lhe dedica uma marca de batom. Por essa época, retrata o Rei Alfonso XIII da Espanha e a Rainha Elizabeth da Grécia. Em 1933, se casa com o Barão Raoul Kuffner – seu ex-mecenas –, e em 1939 se transfere para Beverly Hills, na California. As festas e o jet set hollywoodiano não bastam para salvá-la da depressão, que agora se expressa também em suas telas. Em 1941, após conseguir retirar a filha da Paris ocupada pelos nazistas, organiza em Nova Iorque uma mostra focada em temas religiosos e na 'gente comum': um retumbante fracasso. Em 1943, se muda para a Big Apple. Mais tarde, ainda tenta novos caminhos, através do Abstracionismo e da pintura a espátula, técnica esta que adota nos anos 60. Mas a crítica e o público não a seguiriam. Após a morte do marido, em 1962, para de pintar e se muda, primeiro para Houston, no Texas, e em 1978 para Cuernavaca, no México, aonde viria a falecer, em 1980. Conforme expresso em seu testamento, suas cinzas foram dispersas, pela filha Kizette e o Conde Giovanni Agusta, sobre o vulcão Popocatepetl. Entre os admiradores e colecionadores de sua obra figuram personalidades como o ator Jack Nicholson e a cantora Madonna, que a homenageia nos videoclips de Express Yourself e Vogue.
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Polish-born painter active in Paris and the USA She was born Tamara Gorska in Warsaw to wealthy parents and in 1916 she married Tadeusz Lempicki, a Russian lawyer and socialite. In 1918 they fled the Russian Revolution to Paris, where she studied with Maurice Denis and André Lhote. She quickly established a reputation as a painter of portraits, mainly of people in the smart social circles in which she moved-- writers, entertainers, the deposed nobility of eastern Europe. Her style owes something to the 'cubism' of Léger, but is very distinctive in its hard, streamlined elegance and sense of chic decadence-- better than anyone else she represents the Art Deco style in painting. Apart from portraits, her main subjects were erotic nudes and still lifes of calla lilies. She received considerable critical acclaim and also became a social celebrity, famed for her aloof Garboesque beauty, her parties, and her love affairs (with women as well as men). In 1939 she moved to the USA with her second husband Baron Raoul Huffner, repeating her artistic and social success in Hollywood and New York. By the 1950s, however, her work was going out of fashion. She tried painting pictures in a different, much looser style, but these were coolly received. Interest in her earlier work began to revive in the 1970s and by the 1990s she had again become something of a stylish icon, with her paintings fetching huge prices in the saleroom and featuring in television advertisements as a symbol of the high life
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11:39 AM

Fantástico. Alguém se lembra de falar da Tamara. Quem a conhece? Muito poucos. Há uma peça sobre ela, encenada creio que em Guimarães. Seria bom que viesse até Lisboa.    



11:15 PM

muito bommm, vi uma exposição dela em milão o ano passado, chorei de tanta emoção... desde os meus 16 anos que esta senhora exerce um poder descomunal sobre mim.    



6:02 PM

Adoro a arte dela - gosto dos traços fortes que ela retrata- Parabéns para v. que valoriza a arte.    



3:21 PM

Conhecia-lhe o nome e dois óleos de que muito gosto. No verão de 2007, tive a grande surpresa de ver mais alguns dos seus quadros aqui, em Portugal, numa exposição sobre ARTDECO em Sintra, no edifício do antigo CASINO, aliás a melhor coisa que o senhor Berardo apresentou até hoje. Lamentavelmente é muito pouco conhecida e maracia sê-lo.    



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